quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Por que é tão difícil cumprir leis no Brasil?

Apenas um exemplo qualquer:  As leis de trânsito.

Em Belém do Pará, ninguém em sã consciência atravessa uma pista sem ter a certeza que não vai ser atropelado, mesmo caminhando pela faixa de pedestre. Por que? Desconfiança se as leis serão obedecidas.
Vamos imaginar algo "dificílimo de acontecer": que alguém seja atropelado nesta avenida, repito avenida Independência entre Mario Covas e Augusto Montenegro. Quem descumpriu a lei?

Com a palavra os contribuintes:
Fala do pedestre:
_Mano, eu quero atravessar! sou prioridade de acordo com a lei.

A fala do Motorista:
_Vi a placa mais não pude parar, primeiro, porque não sei se o motorista que vem atrás conhece a lei, e me bata por trás.
Segundo, porque não há faixa pintada no chão. Pelo sim, pelo não já passei!

Com a palavra os "responsáveis" em comprar a tinta e pintar o chão...:


A propósito... sabem aquele cruzamento entre av Independência e a Augusto Montenegro? Quem vem no sentido Júlio César para Augusto Montenegro fica na dúvida se deve virar a direita para a Augusto Montenegro mesmo com o sinal vermelho logo ao lado, não é mesmo? 

Pois é, ao ver o condutor da frente seguir virando à direita olhei para o sinal, para os guardas que estavam por perto, para um possível pedestre tentando atravessar e resolvi virar a direita. Subitamente ouvi um apito que doeu na alma. Parei logo à frente, desci e perguntei aos guardas responsáveis pela fiscalização do cumprimento das leis se é permitido ou não virar à direita com o sinal vermelho... Eles disseram que é permitido e que o apito não era para mim, mas para o motociclista que havia passado pela ciclofaixa. Ufa! suspirei: Que bom! 
Quanto a regra de transito... descobri que ela se aplica normalmente nos nos Estados Unidos, mas no Brasil fiquei na dúvida se o código de trânsito dá respaldo a essa situação mesmo tendo uma faixa de pedestre  à frente. 
Procurarei na lei...

Faixa de pedrestre... leis.... hum.
Post, Fotos e edição: Eric

10 comentários:

Marcelo Carvalho disse...

Meu caro Éric,

Sei que você não é um sujeito chegado a política, sei que és um grande professor e faz do teu blog um espaço interessante.

Mas vejo que sua postagem debate um tema muito atual o cumprimento das leis. O desrespeito começa nas coisas simples, como obedecer ou não um sinal fechado ou uma faixa de pedestre, desobediências muitas vezes fatais, mortais.

Podemos cobrar dos cidadãos comuns, nos incluir no problema e fazermos grandes reflexões sobre a temática.

Mas prefiro outro caminho. Acho que o exemplo deve vir de cima e como uma boa influência, como um contágio chegar aos de baixo. Falo que quem deveria dar exemplo de observação das leis deveriam ser os governantes, a classe política e do bom exemplo deles haveria a disseminação do bem.

Seria assim os deputados da ALEPA deveriam aprovar a CPI e passar o legislativo a limpo, punindo todos os culpados e devolvendo cada centavo desviado dos cofres públicos.
O judiciário fazendo julgamentos justos e colocando-se sempre do lado do povo dos mais simples.
E por fim nosso estimado governador cumprindo a legislação, aplicando os recursos e pagando o Piso aos professores.

Seria a corrente do bem!

Do topo da hierarquia para base.

Marcelo Carvalho

ericsiqueira disse...

Fale Marcelo,

Obrigado pelo comentário.
Passamos 5 anos estudando política, não tem como não participar deste debate, nem que seja de forma indireta. Você captou a mensagem.
Abraço.

Roberto Brito disse...

Prezado profº Eric,
Para os que depositam confiança nos sistemas políticos corrompidos, em vãs filosofias humana (teoria evolucionista para origem dos seres vivos), no judiciário cego, não deveriam estar decepcionados com os atuais poderes descompromissados com a educação, saúde, etc. Se nossa origem é obra do acaso, ou seja, se não fomos criados (planejamento inteligente) como a Bíblia registra, a moral, os valores éticos, etc., são esvaziados de sentido. Se somos apenas animais racionais, por que devemos confiar em nossos padrões de conduta? Afinal, “se Deus não existe, tudo é permitido”, como bem expressou Dostoievski. Então, os governos têm razão de uma postura criminosa diante das leis do STF.
Na verdade, a terra está contaminada por causa de seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna. Por isso, a maldição consome a terra, e os que habitam nela se tornam culpados. Isa. 24: 5,6. Graças a Deus, Jesus veio a este mundo para mostrar que há esperança para a humanidade, para a educação (cumprimento das leis), para a saúde, paz e justiça.
Que Deus mude a mentalidade de todos, principalmemte dos que têm o poder para influênciar na prática do bem, no caso os governadores como bem destacou o professor Marcelo Carvalho.

Seu aluno de Blog profºRoberto Brito.

ericsiqueira disse...

Olá Prof. Roberto.

Que bom perceber que conheces as sagradas letras. Com ela temos uma visão muito mais abrangente de tudo o que ocorre no mundo, mas muitas vezes nos omitimos de expressá-la para que não sejamos taxados disso e daquilo. O mundo caminha em trevas atualmente conforme a bíblia, e governo nenhum tem mais controle sobre isso, lutemos por nossos direitos, mas sempre sabendo que o nosso verdadeiro lar não é dessa forma.

Abraço.

Anônimo disse...

Categoria faz ato público nesta sexta [04], na frente do Fórum da Capital.

Trabalhadores da rede estadual de educação, em greve desde o dia 26 de setembro, vão ao Fórum da Capital, esperar uma resposta da Justiça, visto que o Governo do Estado, não aceitou nenhuma das propostas apresentadas pelo magistrado Elder Lisboa, que acatando pedido do Governo Jatene julgou a greve abusiva, sentenciando antes mesmo de ouvir a outra parte interessada, a categoria.

A expectativa da categoria em receber um parecer favorável da justiça, talvez desmitifique o que foi publicado em um jornal de grande circulação em Belém, que antevia a sentença do juiz. Por isto, a presença de toda a categoria será um fator importantíssimo para que consigamos continuar no nosso movimento reivindicando melhores condições de trabalho e valorização profissional.

Na última audiência de conciliação os interlocutores do governo não avançaram nas proposições que resolvesse o impasse, pois mesmo apresentado os estudos técnicos o governo não apresentou os dele para se contrapor aos argumentos apresentados pelo sindicato e não avançou nas propostas.

A categoria iniciou a greve cobrando a implantação do PCCR imediato da categoria e o pagamento do Piso Salarial definido por lei federal, além de outras reivindicações visando a valorizando os trabalhadores em educação, assim, como a reforma imediata das escolas. Essas reivindicações são de cunho administrativo, se o Governo Jatene administrasse o Estado do Pará com base na legislação, hoje dificilmente teríamos uma greve destas proporções na rede estadual de ensino, enfatiza Antonio Netto, Coordenador de Comunicação do sindicato.

Assim, os trabalhadores em greve, só aceitam sair do movimento caso seja cumprida a Lei do Piso Salarial e a implementação do PCCR na integra, sem prejuízos aos trabalhadores que estão sendo prejudicados com a nova forma de realizar os cálculos salariais.

A Coordenação Estadual do Sintepp, independente da resposta da Justiça do Estado, convoca todos (as) trabalhadores (as) para participarem da assembleia do dia 07 de novembro, no Centro Social de Nazaré, às 09 horas para decidir os rumos do movimento.

Avançar sempre, recuar jamais! Nenhum direito a menos!

Fonte: SINTEPP

Profº Allanildo disse...

Olá Prof. Eric,

Concordo com a ideia do caro colega Marcelo Carvalho. Seria óbvio que os governantes fossem o exemplo para a sociedade, a final, são eles os nossos representantes. Mas por outro lado, é quase uma utopia acreditar que os govenantes se preocupam com os mais necessitados! Enquanto eles estão preocupados com a divisão ou não do Pará, a sociedade padece, com salários baixos, péssimas condições de trabalho, longas jornadas de trabalho, e agora, uma nova que inventaram, descumprimento das leis do país. O pior de tudo é que não há punição para esses verdadeiros "marginais" da classe alta.

Anônimo disse...

Me tranquiliza o fato de "parecer" que a sociedade já não esta tão alienada para certos descasos políticos e as redes sociais (principalmente) estarem funcionando como aceleradores de tomada de conhecimento de muitas informações, sensibilizando e estimulando os cidadãos a cobrarem soluções aos problemas do cotidiano.
Achei ótimas todas as considerações aqui apresentadas sobre o exemplo apresentado referente às leis de trânsito. É algo que sempre me coloca a refletir também.

Marcelle Corrêa

Anônimo disse...

NOVO OLHAR SOBRE A MATEMÁTICA,
http://www.ufpa.br/beiradorio/novo/index.php/leia-tambem/124-edicao-93--abril/1189-novo-olhar-sobre-a-matematica

Quem quiser material, fazer capacitação, etc, é gratuito, peça: jbn@ufpa.br

Paulo Andrade disse...

De fato, este é um grande problema da urbanização acelerada e desgovernada. Uma cidade em que não há espaços bem definidos e apropriados para os agentes transitarem (gente a pé, de bicicleta, moto, automóveis, ônibus, etc.)o problema é inevitável. Trânsito, como habitação e outros enfoques, são aspectos do "desenvolvimento urbano", questão que é estudada nos órgãos públicos - em geral - que não consegue ter uma imagem holística da cidade, assim, os remendos, os viadutos etc. vão atrás, de forma caudatária da ocupação, em geral desordenada, e tudo está ligado á uma questão crucial que é o conceito de economia política, coisas que não se podem afastar, mas que andam distantes um do outro, uma imagem mais geral do que se repete em nível mais baixo que é dissociação governamental urbana. Esses problemas não serão resolvidos nem no tempo dos nossos bisnetos, pois o modelo global de política, economia e gestão deveria mudar. Quase fui atropelado numa rua secundária em Madrid, na faixa de pedestre e ainda levei uma esculhambação. Em Amsterdã, uma das mais sociáveis cidades da Europa, fui, desta vez fui mesmo, atropelado por uma bicicleta, porque não reparei a sinalização gritante, com texto e desenhos: CICLOVIAS! Outro problema insolúvel: o envolvimento das cidades na esteira das rodovias. Passarelas elevadas não servem, são excludentes e trabalhosas e além do mais, de quanto em quantos quilômetros deve ter uma na BR-316? Lá, contando do posto da Federal em Marituba até o entrocamento, morrem todo ano mais de 150 pessoas, segundo o DENIT. Muita bronca pra pouco pensamento.

angelo carvalho disse...

Uma nação honesta não pode aceitar governo corrupto enquanto não compreendermos isso não haverá mudanças significativas neste país