domingo, 8 de novembro de 2009

Pessoas invisíveis- 1ª parte

De acordo com o último censo 14,5% da população brasileira possui alguma deficiência, um pouco mais de que 1 em cada 10 pessoas... mas onde elas estão? pode parecer exagero, mas a estatística brasileira confere com as de outros países, sim, essas pessoas existem!
De acordo com um artigo de Antônio Borges, um referência no assunto, a questão das necessidades especiais passa a ter uma maior visibilidade após a guerra do Vietnã quando milhares de soldados americanos começam a protestar pela situação em que se encontravam, retornaram a um mundo que os excluía, tanto com obstáculos físicos ( Ex: falta de rampa, portas, entradas, estacionamentos) como, o que é pior, obstáculos psicológicos ( isolamento, preconceito e desprezo). Eles passaram a mobilizar a sociedade contagiando a opinião pública a favor de seus direitos especiais.
Tal situação deveria nos fazer refletir que hoje podemos ser "um não deficiente", mas não sabemos o nosso amanhã, como aconteceu aos soldados americanos.
Uma das maiores barreiras que os deficientes tentam vencer é o isolamento a que são submetidos, pois a interação com outras pessoas é uma necessidade básica do ser humano. Isolamos as pessoas quando as ignoramos, ou quando somos ignorantes a sua forma de expressão ou a seu valor. Todos nós de alguma maneira nos sentimos isolados em um momento ou outro da vida, a exemplo do professor que parece não falar a mesma língua dos alunos e vice-versa, parece que não somos entendidos. Mas para os portadores de necessidades especiais é uma situação constante em todos os sentidos de sua vida...

continua ...

Na próxima postagem estaremos diponibilizando um curso básico sobre libras- a linguagem dos sinais-

Um comentário:

lemaposerra disse...

Quanto ao isolamento... verdade! Observo isso no cotidiano: sou professora na Escola Vilhena Alves há seis anos - tempo o qual convivo com alunos portadores de necessidades especiais - e em todos os períodos letivos tive alunos com alguma deficiência. Também nas outras escolas, com menores ocorrências. Mas observo também que os colegas de turma estão prontos a ajudar, com raras exceções.
A educação inclusiva não é fácil, principalmente no sistema que conhecemos.

Postagem interessante!

Léa.